segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Pega a vassoura aí porque ninguém tem roomba aqui

 Mano, como é difícil retomar a escrita livre e sem compromisso que a Alice de há mais de 10 anos tinha.

Parece que hoje só sei escrever mensagens de whatsapp, emails para os clientes e relatórios (super interessantes, aliás!) sobre pesquisas qualitativas.

Antes aqui tinha pura poesia de uma jovem aspirante a jornalistinha, que discutia filmes alternativos em mesas de botecos pela Paulista.
Agora... vai saber - terá pura agonia de uma adulta aspirante a ser-uma-pessoa-boa-nesse-mundo-da-pá-virada, que vê série baixada (alguém ainda faz isso?) no sofá de casa (que está manchado, aliás... que ideia de comprar cinza claro...)?

Enfim.

Se o desejo de voltar tá gritando aqui dentro, implorando para pelo menos soltar algumas palavras assim de vez em quando e aleatoriamente, então vamos respeitá-lo e desempoeirar este apê. Me ajudem?

Apê que outrora era tao lírico e poético.
Tao sutil e tao denso.
Habitado por pessoas queridas e talentosas.
Pessoas que eu não vejo faz tempo (mimimi, a distância, a pandemia, as rotas dispares da vida), mas que moram também aqui no 💛 (ai, eu usei um emoji no post! Cadê as palavras rebuscadas? Agora só comunico em ícones? Aliás, alguém me explica a diferença das cores dos corações? Para mim sempre sai naturalmente esse com icterícia).

Me ajudem tirar o pó? Não vem dizer que não tem experiência nisso porque tenho certeza que somos experts.

domingo, 6 de novembro de 2011

Homem-sereia

Acabei de descobrir mais essa. É um tipo de homem e não tem nada a ver com o Bob Esponja.
Sereio em traje vermelho
É assim: ele te encanta, fica cantando e tal, e depois, quando você vê, tá no fundo do mar.
Sereio em traje prateado
Sozinha.
Sereio em traje amarelo
E aí, querida, não tem escapatória.
Sereio com rabo azul
Minha amiga atribui essa definição aos argentinos.
Sereio-argentino
Sei lá.

domingo, 9 de outubro de 2011

Arte do apego

A gente se apega muito às coisas, né?

Aí você me pergunta "que coisas", antes de responder. É, sensato. E eu fico sem saber definir ao certo sobre o que estou falando. Mas são as coisas... Sabe? As coisas. Tudo. A tudo, é isso.

A gente se apega a uma rotina, a gente se apega aos colegas de trabalho, a gente se apega ao supermercado, a gente se apega ao guardinha que tá sempre lá na entrada do seu departamento da faculdade. A gente se apega aquela série mó boa, a gente se apega ao "boa noite" do Bonner - tá, esse último não é pra todo mundo.

A gente se apega ao pôr-do-sol...

A gente se apega ao livro e fica naquele "ai, céus, termino ou não termino, vou me segurar e ler menos só pra ter mais um gostinho de continuar com ele". A gente se apega às saídas de sábado à noite, a casa da avó aos domingos, a reclamar da segunda-feira... A viajar...

... Isso é tão bom. Claro que nada que é bom é feito para ser eterno e se você tivesse que se apegar a algo para sempre tudo ficaria mais complicado.

Agora o que eu não entendo é esse movimento contrário ao apego que anda há um tempão na moda. É que nem com a rotina. Todo mundo diz que quer vê-la bem longe, mas no fundo, no fundo, o que as pessoas fazem é atraí-la cada vez mais. Quer dizer, sei lá, pelo menos é o que parece.

Mas é tão bom ir se apegando às coisas... Melhor ainda é se apegar sabendo que você pode se desapegar. E assim continuar nessa dança. Vai se desapegando... Só para poder se apegar de novo.

Somos um bando de apegados, isso sim. E quem se diz desapegado está se auto-proclamando um mentiroso.

Hm, somos um bando de mentirosos também.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De Nanook aos Cavalos-Marinhos*

Estou eu numa linda tarde de primavera conversando com a Helô quando percebo o dom que as pessoas têm de mudar de assunto. É bizarro.

Tinha uma comunidade do Orkut que se chamava "Mudo de assunto, gosto de azul". Óbvio que eu entrei nela. Óbvio.

E não era nem porque eu gostasse de azul, tá, eu até gosto. Gosto de todas as cores, aliás, acho muita mancada fazerem você definir, desde criança, a sua "cor predileta". É pra quê? Para criar um senso de discernimento? Para que você aprenda a fazer escolhas logo cedo?

Se for por isso, que façam uma pergunta mais útil. Se bem que é difícil definir o que seria uma pergunta útil. Todas são ao mesmo tempo útil e inúteis. Tudo depende do contexto.

Falando em contexto, "preguiça não é pecado quando contextualizada", a Helô soltou. A gente estava dissertando sobre minha tarde, que eu estou aqui tendo um monte de coisas para fazer mas resolvo ficar escrevendo. Sabe por quê? Porque nessa semana eu estou com tempo.

Isso mesmo. TEMPO. Invejem, meros mortais, ele resolveu aparecer pra mim. E aí que eu decidi me entregar completamente.

Normalmente eu sou uma ótima otimizadora de tempo. Organizo tudo, faço listas e cronogramas. Dessa vez eu até fiz um cronograma, para "aproveitar essa semana única na minha vida em que ele, sr. tempo, apareceu para mim". Mas o que aconteceu? Ele me falou: "Alice, você me tem nessa semana. Relaxa. Nem precisa me otimizar que eu deixo".

E aí eu percebi que sofro do mal moderno de ser dependente da não-liberdade. "Tempo livre", "desenho livre", "tema livre"... Todos temem quando qualquer palavra aparece acompanhada de "livre". Sabem por quê? Porque é muito difícil ministrar a liberdade.

É o caso disso aqui, por exemplo. O tema é livre. Vim pra cá escrever, pensando em atualizar o Apê e deu no que deu. Agora eu não consigo parar.

Isso porque eu nem falei ainda sobre o título. Sempre deixo o título pro final, mas dessa vez ele pediu para ser posto lá antes de que eu escrevesse qualquer coisa aqui embaixo.

Primeiro, Nanook. Se você sabe de quem estou falando, parabéns. Se você não sabe, nem se preocupa porque eu passei muito tempo da minha vida sem saber e tô bem. Oh aqui:


Simpático, né?

Pois começamos a falar sobre ele por causa do babado que eu descobri de que o Flaherty, o diretor, tinha tido um filho com sua mulher. Tipo, mas o problema era: qual das mulheres.

Porque assim, o Nanook tinha uma mulher que não era muito boa na frente da câmera (sabe-se lá porquê), então o francês não satisfeito em se meter no meio da neve para filmar a vida dos esquimós, resolveu trocá-la por uma mais bonitinha - provavelmente. Daí tive um lapso, fiquei em dúvida e soltei: "minhas fontes não me falaram ao certo de qual mulher ele se engravidou".

Detalhe 1: minha fonte é o Jean Rouch, porque tive que apresentar um seminário sobre ele e li uma entrevista muito massa em que ele solta esse bafão.

Detalhe 2: ele fala claramente que é a mulher-fake a que teve o filho com Flaherty (pág. 70).

Mas esqueça dos detalhes, porque eles não importam para entender onde entra o cavalo-marinho nessa história, né? Você percebeu o que eu falei, não percebeu?

Ele não sabe de qual mulher ele se engravidou. Ato falho dos brabos. Ah, se homem engravidasse...

Cavalos-marinhos machos, como se é sabido, colocam os ovos na barriga. E agora a parte que a Wikipédia me contou, também bafão: e depois têm que soltar uns 400 filhotes por vez.

Gente, é muito filhote.


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*Ou: Deixaram a Alice Procrastinar

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E o que não é pra ser.

Ai, menina... Por que acaso da natureza eu fui te amar tanto assim? Você tão imperfeita, tão fraca, tão...humana. Você aquela menina desajeitada, meio tímida, meio mulher, meio menina. Suas risadas fora de hora, seus comentários sobre o que não sabe. Menina, por que você tem que ser assim?
Sabe, menina. Você não tem idéia de como é ruim isso pra mim. Ver todos os meus defeitos personificados em outra pessoa. Quer dizer, você sabe -bem sabe. Por que você sempre sabe de tudo, heim? Poderia você fingir não saber de algo, para que eu me sentisse um pouquinho mais especial.Mas você não liga pra isso, você só pensa em você. Esse seu egoísmo disfarçado de altruísmo, eu não aguento isso. Não, isso definitivamente não dá. Isso e seu português irritantemente correto. Menina, você não escreve tão bem assim. Quantas vezes preciso dizer como você é imperfeita?Quantas vezes será preciso para eu me convencer?
Ai, mas ainda assim te amo, sabia?  Esse seu jeito carinhoso, os abraços todas as manhãs, o sorriso sempre me esperando(ainda que pra me desaprovar). É tanto amor que nem cabe em mim.
Queria que você se importasse com isso. Queria que isso realmente existisse. Queria que eu pudesse existir de fato. Queria um dia deixar de ser um delírio seu.
Quer dizer, melhor não. Sortudos somos nós que não temos a realidade pra estragar o amor. A perfeição existe, justamente porque nunca tivemos tempo de acontecer-e nos corromper.

Nunca duvide da força do que não pode ser.
Te amo pra sempre, minha menina.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Problema: idade

Existe uma coisa que deixa qualquer mulher aflita: a idade. E não digo isso só pela onda de cirurgias plásticas ou pelo desejo de ser eternamente jovem. O contrário também é terrível, sério.


Ai, amigo, você não acha mesmo que eu pareço mais nova?


Hoje mesmo, estava eu me exercitando lindamente na academia - o que é uma coisa raríssima e por isso aproveito para deixar registrado aqui - quando o instrutor se aproximou. "Ou eu estou fazendo alguma coisa errada com esses equipamentos, ou eu estou sensualizando geral", eu pensei - sabendo que era mais provável que a primeira alternativa estivesse certa. Que nada.

- Moça, você tem menos de 15 anos?

MANO. Ele me perguntou se eu tinha menos de 15 ANOS. Eu sei que as meninas agora são super evoluídas e que muitas delas têm peitões e luzes no cabelo (o que faria com que eu talvez me parecesse menor do que até uma menina dessa idade) ...Mas, colega, 15 ANOS?!

A minha cara foi de tanto espanto que logo ele emendou:

- É porque menores não podem vir aqui.

Ok, já fui muitas vezes parada por um segurança de balada afoito por um R.G. Fico irritada na hora e penso "cara, que mico", mas tudo bem, acontece, "é porque eu sou baixinha". E sabe, é uma balada, né... Lá vende álcool e tal, não dá pra deixar as crianças entrarem - apesar de muitas deixarem.

E já tiveram garçons que quase negaram trazer uma taça de vinho a mais pra mim, enquanto estava jantando COM MEUS PAIS, mas ok... É porque eles deviam estar prezando pela saúde dos menores, também, vai saber.

Agora o cara me vem com essa história na academia?! NA ACADEMIA? Eu que nunca tenho forças para ir naquele lugar cheio de aparelhos de tortura e de pessoas bombadas carregando pesos impossíveis...

- Não moço, tenho 20.

Acho que fiz uma cara tão de desprezo que ele nem quis argumentar. Soltou um "então tá" não muito convincente e foi embora.

Já eu... Bom, continuei exercitando esse meu corpitcho de 15.

[Mas espero do fundo do meu coração que esse número vá aumentando conforme o tempo for passando. Até ele chegar, sei lá, nos 30 anos e parar de novo... hehehe]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A falha da Folha de São Paulo

Maior jornal do Brasil processa blog independente e inaugura um novo tipo de censura
(texto do blog Desculpe a Nossa Falha - para ajudar na divulgação, acesse o blog. Eles têm versões do texto em inglês, espanhol, francês e italiano e pedem apoio para a divulgação internacional)

Ação inédita na Justiça está sendo boicotada pela mídia brasileira, que é dominada por poucas famílias, e abre um precedente terrível para todos os blogueiros do paísA exemplo do que aconteceu na eleição do Obama e em outros pleitos na Europa, na recente disputa presidencial brasileira, que terminou com a eleição da candidata de Lula (Dilma Roussef), a internet teve peso inédito na campanha eleitoral. A atuação de centenas de blogs foi especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma) e, por outro lado, praticamente toda a mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra, que formou uma poderosa coalização política-midiática-religiosa conservadora — que acabou derrotada. A importância da Internet ficou óbvia no último dia 24 de novembro, quando Lula concedeu a primeira entrevista de um presidente brasileiro exclusiva para blogueiros. Foi um claro reconhecimento à sua importância e ao contraponto que eles fizeram à mídia tradicional.Em meio a esse cenário, surgiu em setembro um blog chamado Falha de S.Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S.Paulo. Em português, “Folha” é uma das formas de referir-se a um jornal. E “Falha” significa falha. Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras. Para se ter uma ideia, uma das montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.O jornal alega “uso indevido de marca”, por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer outra entidade. São duas pessoas “avulsas”, o primeiro jornalista e o segundo, designer. E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos pelo mérito da questão em si.Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras do país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader. Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil. Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando completamente o assunto.A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do “uso indevido de marca”. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro. Ou seja, está nascendo um novo tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior.O novo site dos irmãos Bocchini, o http://www.desculpeanossafalha.com.br/ tem todos os detalhes da censura. Os posts são em português, mas lá você confere esse texto em inglês, francês ou espanhol. E pode escrever em qualquer uma dessas línguas para desculpeanossafalha@gmail.com

sábado, 20 de novembro de 2010

Coisas engraçadas

na hora, mas que agora não devem ser mais:

1. Lambada








- Nossa, você já dançava lambada?

- Não... Por que, isso que a gente tá dançando é lambada?

- É sim, e você dança muito bem!







2. Chapéu

Estava andando quando um cara colocou um chapeu na minha cabeça. Como podia ter piolho nele, eu falei:

- Ai, moço, tira esse chapeu da minha cabeça! Eu não quero!

- Deixa ele, eu estou te dando!

- Não, mas eu não quero.

- Mas eu estou dando! (as pessoas acham que só porque elas estão DANDO os outros têm que aceitar)

- MINHA RELIGIÃO NÃO PERMITE USAR CHAPÉU!

Aí ele fez uma cara de tipo "putz, foi mal". E eu saí andando.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobre o ato de flertar

Flertar é uma palavra muito engraçada.

Eu não sei porque, mas ela tem cheiro de naftalina, que é o cheiro daquele vestido guardado há dias no armário e usado somente - e tão somente - para ir ao baile.

Flertar tem uma luz meio amarelada, daquelas do salão onde se dança. E para chegar lá as ruas são de paralelepípedos.

Flertar envolve um homem de chapéu e uma menina carregando uma rosa. Os dois se olham, se olham, se olham e sorriem.

Pronto. Daí eles começam a conversar com risinhos pra cá e pra lá, mexidas no cabelo e na barba por fazer.

Até que ele segura na cintura dela e...

Não sei porque mas pra mim esse "flertar" soa a coisa antiga. E me lembra o The Sims, porque foi ali que eu vi pela primeira vez a opção "flertar". Era muito engraçado. O flertar do The Sims, eu digo. Bom, até aí, The Sims é uma coisa engraçada - onde já se viu andar com um losango luminoso na cabeça?!

Enfim, flertar é muito legal. Eu andei percebendo isso. Não que eu faça muito, claro que não, e não que meus flertes deem certo - não dão. Mas é engraçado. E o mais engraçado é fazer isso sem perceber.

E se você faz isso, amigo, é porque você virou fera.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pílula de sutileza

Brincamos que não há mais aquele papo mole e nem aquela preguiça boa, juntos, depois do sexo, porque já somos da casa um do outro.
Mas e se isso for, em verdade, puro des caso um com o outro?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nós somos o que todos querem ser:

Jovens.

Vídeo massa que está rolando por aí:



Tem quase 10 min, mas vale a pena parar pra ver.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sexo oposto

Vamos fazer sexo oposto

Ao do dia-a-dia

Que nos cerca com esse hífen horroroso


Sem mais.

Rodeio de Gordas

Alunos universitários agridem colegas da Unesp em "rodeio de gordas"

ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO
DANIEL BERGAMASCO
EDITOR-ADJUNTO DE COTIDIANO

Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma "competição", batizada de "Rodeio das Gordas", cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferências as obesas, e tentar simular um rodeio --ficando o maior tempo possível sobre a presa.

A agressão ocorreu no InterUnesp 2010, jogos universitários realizados em Araraquara, de 10 a 13 de outubro. Anunciado como o maior do país, o evento esportivo e cultural, que reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp, virou palco de agressão para alunas obesas.

Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do "rodeio das gordas" e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era "só uma brincadeira".

Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora --"onde você estuda?", entre outras perguntas típicas de paquera.

Em seguida, começava a agressão. "O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas", relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.

No Orkut, os participantes estipulavam regras para futuras competições, entre elas cronometrar as performances dos "peões" e premiar quem ficasse mais tempo em cima das garotas com um abadá e uma caneca. Há relatos de gritos de incentivo: "Pula, gorda bandida".

Com a repercussão, a página do site de relacionamento foi excluída. Cópias dos posts espalharam-se pelo campus em Assis. Em murais aparecem frases como "Unesp = Uniban", referência ao caso a Geisy Arruda, que foi xingada por usar um vestido curto.

As vítimas não querem falar. "Uma das meninas está tão abalada que não teve condições de voltar à faculdade. Teme ficar conhecida como 'a gorda do rodeio'", afirma a advogada Fernanda Nigro, que acompanhou, na última terça-feira, uma manifestação de repúdio.

O grupo foi recebido pelo vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, Ivan Esperança. "Vamos ouvir os envolvidos e estudar as medidas disciplinares, mas não queremos estabelecer um processo inquisitório", disse ele à Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/820901-alunos-universitarios-agridem-colegas-da-unesp-em-rodeio-de-gordas.shtml

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Absurdo, absurdo, absurdo, absurdo.

Até faria alguma texto inteligente em repúdio a isso, mas mano... Estou sem palavras, é sério. Isso é nojento.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Facebook x Orkut

Apesar do Orkut ser gatinho, já foi a fase dele e todo mundo vai terminar com o Facebook, né?

[via Update or Die]

terça-feira, 19 de outubro de 2010

E os espectadores...

São diversos.

Um filme nacional gera sentimentos únicos, fortes e nacionais. Isso se intensifica em uma sala de cinema e, mais ainda, no cativante Tropa de Elite 2.
Agora o inimigo é outro. E aos que não viram o filme ainda, me perdoem, mas tenho que explicar: o inimigo é o sistema, a política.

Eram de se esperar do público reações avessas à politicagem nojenta que é combatida pelo bravo coronel Nascimento. Em uma sala de cinema em Ribeirão Preto, pessoas xingaram o governador corrupto e o deputado oportunista. Em São Paulo, o público aplaudiu de pé o fim do filme.

Em uma sala no Cinemark de Brasília, silêncio.
Gente que entende mais o sistema do que nós.

Brasília é diferente de qualquer cidade do país. O jovem que estuda pra ser funcionário público, o aspone em seu flat, os filhos de políticos andando de lancha no lago Paranoá, uma cidade vazia durante o fim de semana, um aluguel de 2000 reais por uma quitinete simples na Asa Norte... Todo o cenário, a rotina e a economia da cidade são orquestrados pela política.

Isso torna a cidade singular, mas se aproxima muito do padrão de capital estatal.
Lendo "A Mulher do Próximo", do Gay Talese, encontrei um trecho sobre a Washington dos anos 70, mandato de Nixon, que a mim trouxe muita semelhança com a capital do nosso país.

"Ela observara, enquanto passeava pela cidade no começo daquela semana, que a paquidérmica burocracia federal continuava viva e impondo aos seus contribuintes seus custos imensos. Foi a impressão mais estarrecedora que teve de Washington: o tamanho descomunal da burocracia, os prédios cinzentos sem fim que abrigavam multidões de funcionários, os engarrafamentos de limusines oficiais e carros do governo transportando um número desconhecido de extranumerários e factótuns que recheavam a folha de pagamento e, sem dúvida, não contribuíam com nada para a eficiência do serviço prestado aos cidadãos americanos." (p. 355)

O sistema é foda.

domingo, 17 de outubro de 2010

O coronel...




... é foda.


Não, eu não gosto do homem que grita com a mulher, que manda nessa porra e num tá nem aí, e essas coisas todas que vocês possam falar.
Mas quero ver a mulher que num treme, no bom sentido, quando um Wagner Moura faz isso! haha
Ou quando, vamos ser mais realistas, o homem dá uma de homem, não desrespeitosamente ou sendo só um machista babaca, mas dá aquela mandada braba que dá vontade de falar: 'tá, me joga na parede!' Faz parte - e que parte!

Sinceramente...
Afinal, estamos entre mulheres - ou quase isso.

;)

sábado, 16 de outubro de 2010

O sistema...

... é foda.



E Tropa de Elite 2 é do caralho.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cada um no seu quadrado II

Eu também não sou das mais potilizadas e respeitosamente discordo da Helô, o que eu acho mais legal ainda: duas não tão politizadas assim, discutindo política a partir de pontos de vista diferentes.

Eu não acho, realmente, que o aborto seja mera questão de saúde pública. Na verdade, eu acho isso um absurdo! E eu penso isso não é por ser uma fanática religiosa ou por querer discutir em que ponto da gestação, fertilização, nidação, ...ão, existe a vida. Isso é uma coisa subjetiva que, realmente, não acredito que vá se chegar a um consenso. Eu não vou falar de Deus ou assassinato! Mas eu acredito em uma coisinha chamada conseqüência, e não é a eliminando das nossas vidas que uma sociedade evolui.

Acreditar que ao se permitir que uma mulher possa dar pra quem ela quiser, o dia e à maneira que ela quiser, sem conseqüência nenhuma disso, e, caso haja alguma, ela possa simplesmente se livrar dela, não é sinônimo de evolução, pra mim. E é isso o que acontece, sim! É uma irresponsabilidade que querem tornar legal chamando isso de liberdade. Com uma liberdade dessas, você é capaz de imaginar onde vamos chegar? Eu sou.

TODA mulher sabe que se transar sem proteção pode engravidar. Anticoncepcionais são distribuídos de graça nos postos de saúde. E o povo brasileiro é um povo que, cientificamente comprovado, vai a postos de saúde para passear! Ah, mas às vezes nem nós que somos estudadas e temos uma visão de futuro nos cuidamos. Azar o nosso que fazemos isso! Irresponsabilidade a nossa que permitimos isso!

Sim, nós temos promiscuidade no país. Temos mulheres que bebem num baile funk, transam com mil caras, engravidam e nem sabem quem é o pai do filho delas. Isso aí! A mulher é livre! Temos famílias pobres que já nem sustentam dez filhos e suas mulheres engravidam... A mulher é livre! A mulher lutou por isso! Mas não, ela não é livre das conseqüências desses atos.

Tá, nós temos as clínicas clandestinas, às vezes nem clínicas, e elas vão fazer isso, se quiserem. Mas sinceramente eu não acho que seja obrigação do Estado, simplemente porque elas fazem isso, falar ok, vamos cuidar para que elas não sofram males piores. Como assim o Estado tem que aceitar porque elas vão fazer?? Então é assim? Eu acredito, sim, que muitas mulheres sofram males horríveis nessas clínicas sem atenção, e o Estado tem de olhar por elas. Mas alguém aí sabe os males que são na vida de uma mulher fazer um aborto, mesmo que seja legal, numa clinicazinhha branca e bonitinha? Não é demagogia. Você, como mulher, sabe disso - ou devia saber.

Ah, pior seria ter um filho num momento da vida em que não é viável, em uma família que a criança vai crescer negligenciada... Bom, sério.. então, não engravida. Fácil falar. Fácil falar? E vocês acham que é fácil ser mulher? Quantas coisas não temos que fazer toooodos os dias? Quantas guerreiras não conhecemos todos os dias? É SER MULHER. NÃO É FÁ-CIL.

Ser mulher, pra mim, ser questão de mulher pra mim, não é ter a 'permissão' do Estado pra tirar um filho, é ter um filho! É arcar com as conseqüências do que se faz, sejam elas quais forem, em que momento da vida elas vierem!!

Não estou tirando as obrigações do Estado com você, de jeito nenhum. Mas o Estado não é uma pessoa... Isso que muitos não entendem. Ele não é alguém que pode engravidar aos 13 anos. Ele não pode pensar como se o fosse e tudo bem. Não que ele esteja acima do bem ou do mal, do tipo, vamos então castrar as mulheres porque essa é uma decisão nossa, ó entidade poderosa...

Acredito que a mulher tenha, sim, de ser livre pra escolher se vai ter um filho ou não! Mas, convenhamos, essa liberdade começa e termina no sexo sem proteção. Transando podendo engravidar, ela já escolheu. Ah, mas na vida num é assim que acontece, não é assim que as mulheres pensam. Pois deveria ser! Porque ser mulher é isso! E vocês subestimam muito as mulheres mais pobres ao insinuar que, bem, vejamos, elas não podem evitar ter tantos filhos a não ser abortando. Subestimam muito!

Eu sei que ao dizer isso eu posso parecer só uma caipira para muitos, ou ter uma visão muito fantasiosa de mundo, mas me desculpem, eu acredito na força de ser mulher, e não acredito que ela esteja na pseudo-escolha de ter um filho QUE JÁ SE ESCOLHEU TER. Não consigo ver essa questão como se o Estado estivesse dando a liberdade de escolha dela para ela, e ao proibir esteja tirando. Eu só consigo ver, sinceramente, que, ao permitir, ele esteja passando a mãe na cabecinha dela e lhe tirando a realidade da escolha, a escolha como ela É. Engano seu se você acha que ela, com essas conquistas todas, está habilitada a abrir mão de uma consequência, seja ela qual for.

E ninguém até hoje me convenceu do contrário.

Perdoem-me as inconsistências e confusões. Isso é cabeça e coração de uma mulher que cresceu com as conseqüências da vida, e não estudou, nem pesquisou nada pra escrever isso.

Cada um no seu quadrado

Não sou das mais politizadas, mas acho incrível como as pessoas conseguem aceitar questões tão arcaicas escondidas em um mundo que se diz liberal e democrático. Isso tudo porque o assunto do aborto e das eleições saiu do lugar-comum e me fez pensar um pouco a respeito.

Votei na Marina Silva para presidente e até cogitei escolher o Serra no segundo turno – Erenice e Temer me ajudaram no grande dilema -, mas sempre apoiei a posição da Dilma a favor da legalização do aborto. Com esse circo criado pela Igreja Católica, que a fez inclusive voltar atrás em suas reais convicções para angariar votos católicos, eu me sinto na Idade Média, ou pelo menos na época puritanista pré – anos 60.

O aborto é assunto que concerne à sociedade e merece ser debatido, por ser questão de saúde pública. OK. Mas não é pra se chegar a uma verdade absoluta, com o objetivo de julgá-lo por assassinato ou não. Alguns acreditam que o embrião já é uma vida a partir do 6º dia de gestação, em que ele se fixa no útero. Outros atribuem vida à 2ª semana, em que se forma o cérebro. Outros, a partir da 4ª semana, em que o coração começa a bater, e assim por diante. Não sejamos tolos em achar que há uma verdade que possa ser produzida a partir da, digamos, crença de cada um. É muito subjetivo!

O que podemos discutir é se a proibição do aborto é eficiente. Em outras palavras: se ele evita que pessoas copulem sem o cuidado recomendado e que essas mesmas pessoas tenham a mesma convicção católica de que todo feto é vida. Se tiverem, a lei terá que garantir que a mãe ame essa “vida” e nunca o abandone. Mas se não tiverem, ele se comprometerá para que essas mulheres não arrisquem sua vida em clínicas clandestinas e perigosas. Um grande idealista conseguiria imaginar um mundo assim, e eu admito que seria muito legal.

Mas não é. Pessoas pensam diferente e isso deve ser respeitado. Olhamos, hoje, o Clero que mandava cientistas pra fogueira por pensarem diferente deles na Idade Média e achamos um absurdo. Um pouco mais perto da nossa realidade, temos a Igreja condenando o uso da pílula anticoncepcional e, olhando a sociedade complacente da época, pensamos no quanto somos evoluídos. Hoje, 2º milênio (depois de Cristo, vale dizer), ano de 2010, nos garantimos laicos e tolerantes.

Deixe a Igreja pensar o que ela quiser, e que pregue a seus fanáticos fervorosos sobre a importância da vida e o que mais ela quiser. E quem quiser, que a siga. Mas aqui não. Deixem assuntos religiosos aos religiosos, e assuntos de saúde pública ao Estado. E o mais importante: deixe a decisão para quem tem que decidir. No caso, a mulher.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Hot Chip

Estava eu em um plantão de domingo. Cansada, obviamente, cheia de coisas pra fazer e pensando - pela primeira vez na minha vida - no quão bom é ouvir aquela música de abertura do Fantástico (pelo menos é sinal de que você está em casa).

De repente, ele me manda um link.



E eu fico com vontade de dançar e baixar todas as músicas dessa banda.

Hot Chip.

Eu sorri e me animei pra caramba. Mesmo estando trabalhando em pleno sétimo dia.